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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Adoração: A sobrevivência de uma geração (a guerra nas regiões celestiais)



Ao longo dos tempos tem-se vindo a observar um certo progresso, se é a palavra certa ou melhor um aprofundar no conhecimento, interesse e pratica do louvor e adoração.
São ambos termos usados por maior parte dos cristãos, embora muitos dos que usam tais termos não saibam de facto o que se estão a referir.
É notável nos dias que correm a preocupação dos cristãos com relação (principalmente) à adoração, pessoas mudando de denominações por causa do chamado "estilo de adoração", alguns cantores não mais acomodam-se em ser chamados cantores, todos anseiam por ser chamados adoradores, uma onda de pequenos-grandes adoradores (se é que existe isso!) irrompe por todo o mundo, ao mesmo tempo, promovendo um tumulto e conflito de ideias e convicções em torno deste assunto, desta arma que se encontra ao dispor da igreja.

Na verdade "todos são adoradores", humm!!!Está surpreso? É isso mesmo, todos são adoradores, os bancos da igreja estão cheios de adoradores, as ruas estão cheias de adoradores, todo mundo adora alguém ou alguma coisa! Deus colocou na natureza do homem a necessidade e o desejo de adorar. Pode ir ao lugar mais longínquo da terra e descobrirá que não precisa ensinar as pessoas a adorar, já estão a adorar a algum deus ou a alguma coisa. Então todos são adoradores o que realmente muda é o alvo da adoração, e é exactamente este a causa dos conflitos em torno da adoração.

Vejamos: em que consiste a guerra nas regiões celestiais? Porque Satanás busca tragar os homens e porque tenta a todo custo impedir que os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade? E porque tudo se desordenou no princípio? Porque os conflitos e dificuldades nos campos missionários vêm a aumentar gradualmente?

Basicamente, a batalha que corre nas regiões celestiais tem a ver com a adoração. Diante de quem a humanidade se prostará e a quem adorar nos nossos dias. Esta é uma questão que os líderes denominacionais enfrentam: a quem o povo assentado nos bancos da igreja está realmente a adorar?

A batalha final do cristianismo está precisamente inserida nesta questão, estamos nos últimos dias, realmente no fim e o nosso fim depende exactamente da nossa adoração hoje.

Ao falarmos de adoração, nos prendemos ao facto inicial em Jo.4:23...de que Deus procura por adoradores. Sabia que o Diabo também está desesperadamente em busca de adoradores? É isso mesmo, ele sempre cobiçou e continua a cobiçar o melhor de Deus - a glória, o lugar elevado), vem tentando conquistar a criatura excelente de Deus (o homem) e quer atrair a atenção do mundo para ele, por isso faz de tudo para impedir que o homem adore a Deus ou vai procurar sempre deturpar a adoração do homem à Deus. Jamais se vai conformar em ter perdido um lugar de excelência, a melhor tarefa que alguma criatura pode desempenhar: adoração ao Criador!

O conflito:

  1. No centro do motim no céu, liderado pelo arcanjo Lúcifer, estava a questão da adoração. Sendo arcanjo, Lúcifer obviamente tinha algo a ver com a adoração no céu, mas por causa do orgulho que invadiu o seu interior, achou que era ele quem devia ser adorado. Uma parte do exército angelical juntou-se a ele na sua revolta, a fim de que o próprio Lúcifer pudesse se assentar no lugar de Deus e ser adorado pelos exércitos dos céus (Isaías 14:12-14).
  2. A outra vez que encontramos um confronto sobre a adoração envolvendo Lúcifer (agora Satanás) foi depois do baptismo de Jesus no Jordão. Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto para ser tentado pelo diabo (Mateus 4:1). Na essência daquela tentação, Satanás ainda estava tentando fazer com que Deus cedesse o Seu lugar (Mateus 4:9). Satanás sabia que se o Senhor Jesus lhe dobrasse o joelho em adoração, o estaria reconhecendo como ser superior, e que a batalha que prossegue até hoje em torno da devoção e adoração da humanidade já seria decidida.

No entanto, Satanás procura ainda hoje tirar do homem a atenção a Deus para que seja colocada nele. Agora já dá para compreender o que falamos atrás: Satanás busca por adoradores.

Falamos acima que baseados em Jo.4:23..., Deus procura por adoradores, entenda:

Deus não está a procura de adoração mas por adoradores, pois adoração Ele tem desde a eternidade. Porém, Satanás, busca por adoração, o acto em si, só que para isso ele precisa de alguém que desempenhe esta função, é ai que entra o homem na busca do diabo, (é ai que se insere a questão de o diabo buscar por adoradores)!

Mas ainda assim, a "primazia" de Satanás não está em ser adorado mas em impedir que os homens adorem a Deus.

Porquê Deus em toda a Sua soberania e auto-suficiência procuraria adoradores? Deus é Omnipresente, Omnisciente, conhece tudo e sabe tudo, como então procuraria por algo?
Só se procura por algo que não se encontre no local onde foi deixado!
  • Se Deus procura é porque não estão no local onde deviam estar!

A primeira vez que Deus não achou os adoradores foi em Génesis.3. A hora era chegada mas os adoradores não se encontravam no lugar devido.

Ainda em Jo.4:23...fala-se em que Deus procura não apenas adoradores mas os "verdadeiros" adoradores.

  • Se Deus procura verdadeiros é porque existem falsos!
Tanto João.4:23... como Génesis.3, "falam de uma determinada hora - a hora da adoração".
  • Se ambas as passagens referenciam uma determinada hora, é porque o assunto é uma questão de emergência!
Vede que a questão da adoração é realmente uma questão de emergência. E a sobrevivência desta nossa geração depende de como vamos atender a esta emergência na qual está envolvido o nosso destino!

BENÇÃOS MIL!!!!






quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Quem adorar?


Eis ai a questão mais importante que está na base da adoração: A quem adorar?
O Universo foi criado com um propósito principal: dar glória a Deus. Antes da fundação do mundo, já existia adoração. Deus sempre foi adorado por toda Eternidade. O Universo foi formado e tudo continuou dando glória a Deus, por toda a eternidade jamais se achou outro a Quem fosse direccionada a adoração senão Deus.
Mesmo quando Lúcifer se rebelou contra Deus, sendo lançado para fora, tentando ser igual a Deus, querendo de uma ou outra forma receber também adoração, ainda assim o caminho da adoração continuou virado para o Trono de Deus.
Ao longo do tempo em que o homem foi se apartando do caminho de Deus, este foi levado a adorar a homens, objectos, coisas, fenómenos, etc.
Em todo o Universo, somente duas das criaturas "falham" em glorificá-Lo: anjos caídos (demónios) e nós (homens).


Todos os pecados, basicamente consistem na incapacidade de adorar ou dar glória a Deus, ou seja amando qualquer outra coisa mais do que a Deus.

A Bíblia mostra-nos como o homem foi adorando coisas expressamente proibidas.

Dt. 4:19/ Dt.17:2-5/ II Rs. 17:16/ Jo. 31:26-28/ Jr. 19:13/ Ez. 8:16-18

Este é um pecado gravíssimo (embora todos sejam) diante de Deus, este pecado tem o nome de Idolatria.

Ídolo pode ser tido como qualquer coisa que amemos mais que a Deus e a adoremos. Pode mesmo ser uma pessoa, uma roupa, um acto, um animal, um fenómeno, uma imagem, desde que a coloquemos acima de Deus ou "esteja entre nós e Deus" e a adoremos, já é um ídolo.


Acima do Senhor só o próprio Senhor. Veja alguns exemplos:
I Rs. 16:30-34/ I Rs. 18:21-40/ Lv.17:7/ Dt.32:17/ Ap.9:20

O assunto é sério e sério demais, se não fosse tão sério Deus não daria tanta ênfase no assunto colocando em primeiro lugar os dois mandamentos relacionados com adoração a Deus – Ex. 20:3-5.

1 Não terás outros deuses diante de Mim
2 Não farás para ti imagens de esculturas nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto, porque Eu Sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, daqueles que me aborrecem.

Em muitas outras passagens o Senhor ordena ao povo que não adore á outros deuses nem se prostre á ídolos. II Rs. 17:35-36/ Sl. 81:9/ Jr. 25:6
Adorar tudo o mais significa negar a grandiosidade de Deus, ao fim, significa negar a Deus, mas ao fim de tudo vemos que até os demónios reconhecem que O Merecedor de toda adoração é Deus – Tg. 2:19 e todo o joelho dos que estão nos Céus, na terra, e debaixo da terra se dobrará e toda a língua confessará que Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai.

O Único digno de receber a nossa adoração é Deus; adorar é o nosso primeiro dever para com Deus. Mt.4:10/ I Cr. 29:10/ I Sm. 7: 3

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Atitudes na Adoração 1


Este é um complemento do tema anterior “como adorar? ” É constante ouvirmos interrogações que referem a dúvidas acerca de quais devem ser as atitudes na adoração. Falando em atitudes, temos três facetas: atitudes relacionadas ao corpo (físico), a alma e ao espírito.

Deve ser constante em nossos cultos vermos pessoas adorando a Deus de formas diferentes cada um como lhe convém, como se sente melhor, sem contar que também existe a atitude interior que é a mais importante.

- Quem adora "melhor" e como adorar "melhor"?
- Qual a melhor maneira de adorar?
- Qual a melhor posição?
- Rir, chorar, cantar, gritar

Questões como estas podem ser enquadradas neste assunto.

Não há dúvidas que a real preocupação de Deus é com o coração de Seus filhos e não com as posições que tomam para adorar.


A adoração ao Senhor é uma questão extremamente íntima e muito pessoal, algumas pessoas expressam o seu louvor a Deus publicamente de forma muito clara, enquanto outros consideram o seu relacionamento com o Pai tão pessoal que preferem isolar-se dos que estão a sua volta naquele momento. Alguns cristãos cheios do Espírito Santo manifestam a sua adoração ao Senhor em Silêncio, numa plena demonstração de temor e contemplação, isto nos fala de liberdade na adoração. As formas de adoração variam segundo a individualidade de cada um, seja por altos clamores, brados de adoração, sentimentos de louvor ou silêncio, o que realmente importa é estar diante do Senhor com verdadeiro coração de adorador, pois na total diversidade Deus estabelece a unidade.

A nossa base para agora será o ESPÍRITO

"ESPÍRITO"

Falamos um pouco atrás sobre o adorar em Espírito, razão pela qual aqui o nosso objectivo principal é focalizar as atitudes que partem do espírito, o nosso espírito.
"O espírito toca o Espírito, e o mesmo Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus".

Primeiro, uma das questões mais importantes é a seguinte:
AQUELES QUE SE CHEGAM A DEUS DEVEM CRÊR QUE ELE EXISTE… ISTO FALA DE FÉ.

FÉ: a primeira atitude. A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus, observe: estamos falando de saber que estamos diante de Alguém que existe, é real, a presença de Deus deve ser uma realidade para nós no momento de adoração, depois fala-se de agradar á Este Alguém que sabemos existir.
O pilar para comunhão com Deus é a FÉ, porque ninguém jamais viu a Deus, mas nós cremos que Ele existe.
Não pense falar em adoração sem falar de fé, não dá certo, você precisa crer que está diante de Quem você veio adorar!

A nossa adoração é direccionada á Alguém, então eu preciso ter certeza que Ele está aí para receber minha adoração, e não basta ter certeza que Ele está aí, eu preciso vê-LO, visualizar o Trono.
Saber que Ele está aí é um assunto, o ir ao encontro d'Ele é outro assunto, por um lado eu já estou consciente que Ele está no lugar em que eu vou adorar, mas eu preciso chegar até este lugar, e de forma alguma conseguirei chegar lá sem FÉ.

Mateus.28:16-18, fala-nos que Jesus havia dito aos seus discípulos para se encontrarem com Ele num monte em particular da Galileia, depois de Ele ressuscitar, Jesus disse que Ele iria adiante deles. Os discípulos precisariam subir a montanha, o lugar onde encontrariam Jesus. Era muito mais fácil se o encontro fosse mesmo em terra, teria sido necessária menos fé, para crer que Ele estivesse mesmo na montanha! Mas Jesus escolheu a montanha. Há muitos cristãos que se querem encontrar com Jesus no vale, para sua própria conveniência, não é preciso subir, não é preciso se movimentar! Mas Jesus não está no vale, está na montanha, então precisamos caminhar com fé até o lugar da presença de Deus.

Como Igreja estamos a espera que Deus venha ter connosco, enquanto é do nosso movimento em direcção a Ele que Ele espera. Deus já moveu – Se em direcção á nós (salvação), agora nós devemos nos mover em direcção á Ele em adoração, isto exige fé.
Falemos de Pedro, que decidiu ir ao encontro de Jesus, pode parecer que ele falhou, quando olhou para as circunstâncias e começou a afundar-se, mas no fundo foi um sucesso inquestionável, afinal de contas foi o único que teve coragem de sair do barco para ir ao encontro de Jesus, era uma fé pequena, mas sem dúvida infinitamente maior do que qualquer uma dos outros que estavam no barco sentados esperando para ver o espectáculo de longe, Pedro atreveu-se a ir em direcção a Jesus.

Depois de terem chegado a montanha encontraram Jesus, tal como Ele havia prometido, e quando O viram adoraram-nO. O resultado ao se ver Jesus é a adoração, e muitos de nossos problemas têm sido levar a igreja a adorar alguém que não vêem e nem conhecem. É impossível.
Precisamos ver Deus pela fé, e isto só vai acontecer quando tivermos sede de ver Deus, quando buscarmos desesperadamente por Sua presença, então nos moveremos em direcção a Ele, e O veremos, então o adoraremos.

Quando nos movemos em direcção á Ele em adoração, Ele Se move para mais perto de nós como resposta a nossa adoração. A adoração traz Deus até á intimidade do nosso meio.

“Não basta saber que estamos diante de Alguém que existe, não basta vê-Lo, não basta ir ao encontro d`Ele, é também preciso conhecê-Lo e ter consciência que Ele nos conhece.
E isto nos leva a segunda atitude:


TRANSPARÊNCIA
Parece um pouco estranho falar de transparência quando já sabemos estar diante de Alguém que é Omnisciente e Omnipresente.

A questão aqui não é até aonde Deus nos vê porque Ele sonda os nossos corações e nos conhece melhor que nós mesmos nos conhecemos.
Estamos falando de até aonde eu me abro com e para Deus. Até que ponto eu consigo confessar o que se passa em meu coração, mente e alma.
Atrás falamos sobre adorar em verdade e aqui enquadramos o seguinte:
Sem sinceridade e realidade a adoração nunca foi adoração, ela precisa vir das profundezas. Ninguém conhece melhor do que Deus os rochedos que residem nas profundezas do nosso coração, não terá como escondermos d`Ele as nossas indiferenças.
Fingimento e hipocrisia diante de Deus não valem a pena e nem faz sentido.

É interessante como o salmista retrata esta realidade em diferentes ângulos: Salmos.139. Primeiro reconhece que Deus o conhece – v.1-5.
Depois parece sentir-se bem em saber que é conhecido por Deus – v.6, posteriormente chega a conclusão que não tem como fugir da presença de Deus – v.7-12; vem em seguida um coração agradecido por tão grande descoberta, pleno reconhecimento a Deus e humildade – v.14-18. Daí a pouco ele já tem coragem para falar sobre o que vai no coração – v. 19-22. E termina com um maravilhoso pedido – v. 23-24. Esta é uma autêntica demonstração de adoração.

Se você já tem consciência que Deus o conhece já é um passo dado, mas você precisa sentir-se bem com esta ideia, isto deve causar-lhe conforto, se sente desconforto em saber que Deus o conhece como mais ninguém, é bom reavaliar os seus conceitos até chegar ao ponto de concluir como o salmista que não tem como fugir da Presença de Deus, e agradeça por saber que se existem coisas que te causam vergonha diante dos homens, Deus que nos ama nos poupa de passarmos por esta vergonha diante dele, pois sabe todas as coisas; humilhe-se e então agradeça por saber que Ele já sabe, ganhe coragem para falar porque por mais que Ele saiba, deseja ouvir de nós mesmos – isso é que se chama relacionamento, fale sem rodeios, seja exacto e sincero, fale sem esconder ainda que for a tua revolta, e assim terás liberdade de pedir como o salmista, que Deus o sonde até tirar toda amargura, endireitar todo caminho torto e prosseguir na intimidade com Deus.

O mais certo a se fazer é com sinceridade de coração reconhecer que Ele nos conhece e por nos conhecer, para a nossa adoração ser pura precisamos nos render incondicionalmente ao Seu amor, perdão, graça e sujeitarmo-nos as transformações e mudanças que possam ocorrer durante o momento de adoração,
porque ninguém que se achegue a Deus e O adore permanece da mesma maneira.
Seja realista, destape o seu coração, deixe Deus te sondar e moldar e então… O adore com transparência.

ESPONTANEIDADE
A adoração devia ser o natural da vida do cristão, afinal de contas fomos feitos com o objectivo excepcional de adorar a Deus, mas o que se vê é que muitos e com certeza a maior parte dos cristãos desconhece o poder vitalício de uma verdadeira adoração.
As pessoas são pressionadas e empurradas para a adoração, são obrigadas a fazer algo que desconhecem.
São mecanizadas e automatizadas para adorar a Deus, deixando de ser algo natural e espontâneo.
Deus não está buscando máquinas especializadas em adoração, Ele anseia relacionamento com seres naturais e espontâneos.
Com isto há alguns pontos que devem ser observados:

1. Não tente forçar a adoração
2. Não imite a adoração
3. Não decore a adoração
4. Não adore sendo obrigado

A adoração não pode ser forçada, de jeito nenhum, as pessoas precisam estar e ser livres para adorar a Deus. Tanto a congregação como os líderes de louvor (principalmente estes) não devem forçar a adoração do povo, uma coisa é ser orientado por Deus a mandar o povo adorar outra bem diferente é levar o povo a adorar só porque acha que o culto está morno e precisa de um reforço.
Deus não precisa de reforços, Ele mesmo deve ser a Inspiração para a nossa adoração, o povo precisa ser levado pelo Espírito Santo a adorar.

A adoração não deve ser imitada. Deus deseja relacionamento com cada um de nós, desta forma Ele quer que sejamos nós mesmos. Que falemos aquilo que vai em nosso coração, aquilo que pensamos e o que Ele é para nós individualmente.
Devemos adorar a Deus com base naquilo que Ele é para nós, com base naquilo que Ele faz em nossas vidas individualmente. É aqui que aplicamos a questão que o adorador deve ter Vida com Deus, deve conhecer a Deus de forma pessoal, de formas a não se deixar levar por aquilo que os outros fazem, não faça porque o irmão faz, mas faça porque você sente fazer e tem convicção disto.

Não decore a adoração, seja espontâneo. Deus não está preocupado tão preocupado com palavras bonitas como com palavra sinceras, se formos primeiramente sinceros com certeza falaremos palavras bonitas.
A expressão
“EU TE ADORO, DEUS!” Não significa em si que eu esteja adorando. Se esta for dita com uma atitude de adoração, tudo bem. Podemos ter um Templo cheio de gente a dizer “eu Te adoro, Deus” e não existir nenhuma pitada de adoração no local. O dizer não diz nada, a atitude é bem mais importante, a realidade do coração. Eu posso estar calada, sem pronunciar uma palavra sequer e adorar a Deus de verdade.

Não imite nada nem ninguém, seja você mesmo, não adore sendo obrigado. Ninguém gosta de tomar conhecimento que determinada pessoa só foi ter com ela porque foi obrigada! Isso traz a compreensão que a pessoa não queria este encontro, mas porque alguém insistiu, pronto: Foi! Com Deus não deve ser assim! Eu tenho que ir porque quero ir, porque anseio ir, porque desejo ir, porque preciso ir. Seja expontaneo, seja vc mesmo!

LIBERDADE
Tem um pouco haver com o item anterior, mas este é bem mais profundo.
Para que haja liberdade na adoração precisamos acertar as contas, primeiro com Deus, acabar com as brechas para o inimigo, e acertarmos as contas connosco.

Para termos liberdade diante de Deus devemos conhecê-lO, nunca serei capaz de estar a vontade diante de um desconhecido, pelo menos um pouco deste alguém eu devo saber. Conhecendo, eu confio, acredito e então descanso. Outra questão para ter liberdade na adoração é ter os pecados perdoados. É difícil ter liberdade diante de alguém com o qual eu não esteja bem, com quem eu tenha alguma dívida. Você não terá liberdade se estiver carregando o peso do pecado, se esvazie primeiro e então adore ao Senhor.

Outro ponto: feche todas as brechas para o inimigo, não deve haver motivos para acusação. “Num certo dia quando os filhos de Deus se apresentaram perante o Senhor, foi também Satanás entre eles.” Jo.1:6, e em Apocalipse encontramos outra passagem: “…pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”_ Ap.12:10.

Não dê o gostinho a Satanás de o acusar, não deixe que ele o impeça de adorar a Deus, pois é uma das coisas que ele mais gosta de fazer, precisamente pelo facto de ele também querer receber adoração. Tenha a arma certa em suas mãos: A Bíblia diz Se pecarmos temos um Advogado com o Pai, a saber Jesus Cristo, o Justo; E o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado, Quem intentará acusação contra os filhos de Deus? É Deus Quem os justifica, quem nos condenará?

Uma das formas mais exactas de abalar o Diabo é uma verdadeira adoração á Deus.

Por isso, Confesse os teus pecados, seja achado irrepreensível, e adore a Deus com liberdade.
Ajuste as contas consigo mesmo. Acabe com toda a condenação que você mesmo faz a ti, não dá para ser falso consigo mesmo, a realidade das coisas você conhece, e isto pode trazer um certo peso, o que o pode impedir de adorar – Pois se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas… Se o coração não nos acusa, temos confiança diante de Deus. I Jo.3:20-21. Seja livre para adorar a Deus!

SENSIBILIDADE
É um pouco complicado falar em sensibilidade quando sabemos viver numa sociedade onde tudo e todos encontram-se pressionados pelas exigências da vida, pessoas frustradas, sem delicadeza, corações de pedra, ninguém querendo saber de ninguém, ninguém se importando com as necessidades vitais do outro, etc.

O nosso relacionamento com Deus reflecte-se no nosso relacionamento com os homens, e por sua vez o nosso relacionamento com os homens muitas vezes reflecte-se no nosso relacionamento com Deus.


A Bíblia diz: Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a Quem não vê – I Jo.4:20.
No entanto, esta falta de sensibilidade para com as coisas aqui na terra podem e têm influenciado a nossa vida com Deus. Tornamo-nos arrogantes, insensíveis, surdos, rebeldes, até mesmo para com Deus, por causa da nossa conduta humana.
Em nosso relacionamento com Deus isto não pode existir!
A adoração é comunhão, e não pode haver comunhão sem sensibilidade.
Na adoração somos tocados, transformados, moldados, mas para que isto aconteça é preciso haver sensibilidade, precisamos estar sensíveis ao toque de Deus, a voz de Deus, a orientação de Deus. As pedras devem ser removidas, a dureza de coração também, o coração de pedra deve desaparecer.
O Espírito Santo dá-nos esta sensibilidade, Ele trabalha em nós de formas que durante a adoração (e não só) estejamos sensíveis a Deus.
Deixe que Deus o toque através da tua sensibilidade, e deixe que a tua sensibilidade toque a Deus.

HUMILDADE
Um dos pontos mais importantes ao falarmos da atitude diante de Deus em adoração.
Sabemos bem, que assim como a todos outros pecados, Deus condena a soberba - Um pecado perigosíssimo. Deus diz: “A minha glória, pois, a outrem não darei” – Is.42:8, “Deus resiste aos soberbos porém dá graça aos humildes” – Tg.4:6, “elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei…” – Ez. 28:17.

Não precisamos continuar apontando passagens, estas são suficientes para nos trazer a realidade de que soberba não funciona, pior quando se fala em adoração.
Normalmente, as pessoas fazem má interpretação da seguinte passagem: “ Tendo, pois, irmãos ousadia (intrepidez) para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,” Talvez você diga: A própria Bíblia diz que agora temos ousadia, intrepidez! Esta expressão: “ousadia” traz-nos a mente a ideia de ânimo, destemor, atrevimento, determinação, bravura, o que nos leva a seguir uma linha que vai dar ao orgulho, um sentimento de igualdade, potencia e resistência.

Preste atenção: O véu do templo se rasgou, abriu-se a passagem pelo novo e vivo Caminho, que é Jesus, o Grande Sacerdote que nos libertou e nos reconciliou com Deus para uma nova vida de adoração. Nós fomos libertos, do pecado, das culpas, das cargas, e fomos justificados, razão pela qual agora temos intrepidez, até aqui tudo certo, de facto temos intrepidez. Mas perceba:
A Bíblia diz que temos intrepidez (ousadia), "PARA ENTRAR E NÃO PARA ESTAR." Quer dizer: No Santo dos Santos, entra-se com ousadia e se permanece com HUMILDADE.

Humildade é o acto de reconhecimento da nossa insuficiência, é sujeição, submissão, rendição, e um acto de verdadeira adoração requer humildade. Tiago diz: Humilhai-vos na presença do Senhor e Ele vos exaltará – Tg.4:10; Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus – Mt.5:3
Diante de Deus, na presença do Senhor só se permanece com coração humilde, com atitude humilde e com humildade de espírito. O reino dos céus pertence aos humildes de espírito. Se o adorador deseja habitar nos tabernáculos do Senhor, é exigência primordial que seja humilde, para que os céus o possam acolher.
O salmista pergunta: Quem subirá no monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma a vaidade…

Deixe o Espírito Santo inspirar em ti a perfeita humildade para adorar a Deus!

Bençãos Mil!!


sábado, 13 de junho de 2009

Como Adorar?


Esta é com certeza uma das perguntas mais frequentes que se lança ao falar sobre adoração. Ao perguntarmos "como adorar?" vem-nos a mente respostas relacionadas com atitudes na adoração. Porém, existe uma base imutável, a soberana ordenança de Deus sobre como o adorador deve basicamente exercer este acto.

Façamos uma viagem ao Novo Testamento e ache João.4:1-30.

Diz-se que a reunião com a mulher Samaritana foi a conversa mais longa que Jesus teve com alguém e que vem registada nas Escrituras. O conteúdo desta conversa centra-se na salvação, usando o assunto da adoração para revelar a condição de não salva da mulher samaritana.
Ao desenrolar a conversa, a mulher conclui: "Senhor, vejo que És profeta. Nossos pais adoraram neste monte e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher pode crer-me que a hora vem, quando nem neste monte nem em Jerusalém adorareis ao Pai".

Á dado instante a mulher conclui que estava a falar com um profeta e inclui na conversa o assunto da adoração, afirmando que os samaritanos adoravam basicamente naquele local onde se encontrava, já que ouvia dos Judeus que o local de adoração era Jerusalém.

Depois desta afirmação da mulher, Jesus começa por apontar um dos principais erros que cometemos ao adorar: NÃO CONHECER O DEUS QUE DIZEMOS ADORAR. Jo.4:22. Logo após esta afirmação Jesus aponta outro erro:
A FALSA ADORAÇÃO (os falsos adoradores).
O único ponto que parecia incomodar a mulher era o lugar de Adoração, onde adorar, ela não parecia preocupar-se com a questão "Como adorar"? Acredito que muitos cristãos se auto-denominam verdadeiros adoradores pelo simples facto de estar no templo sempre presente nos dias de culto. Jesus estava querendo mostrar àquela mulher que a questão “local de adoração”não é tão importante quanto a questão”como adorar”.

"Em outras palavras, não se considere adorador só por estar dentro do Templo ou só por estar no local de adoração, estar no local de adoração não faz de ninguém adorador".
O que também significava dizer que a adoração não mais estava restringida apenas ao local habitual como: templo ou monte, mas que podia se tornar um estilo de vida, quer estivéssemos dentro ou fora do templo e do monte. Jesus chama assim a atenção da mulher para o que realmente Deus está procurando, com o que de facto Deus se preocupa:
VERDADEIROS ADORADORES, INDEPENDENTEMENTE DO LOCAL ONDE SE ENCONTRAREM OS MESMOS.
É claro que o Templo é a estrutura física onde os adoradores se reúnem para adorar, mas era necessário tirar aquela pessoas do formalismo de que só adoramos quando estivermos no Templo. E Jesus traz á tona a realidade de como devemos adorar:
"EM ESPÍRITO E EM VERDADE". Não existe outra realidade, verdadeira adoração seja onde for, como for mas em espírito e em verdade.


1
EM ESPÍRITO

Génesis.2:7 – E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou nas suas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.
Quando Deus criou o homem, utilizou o pó da terra (físico) e então deu-lhe o fôlego de vida (espírito). Somos corpo e espírito. Somos seres físicos e espirituais, portanto, a adoração abrange estas duas facetas, isto quer dizer, que a nossa adoração deve ser física e espiritual, devemos adorar física e espiritualmente. O homem tornou-se alma vivente quando houve a combinação entre o físico (pó) e o espiritual (fôlego), e surge assim outra faceta: a alma, o que fala de nossos sentimentos, vontades, intelecto, desejos, emoções, etc., o que inclui também adorarmos a Deus com a alma, com a consciência, sentimentos, etc.

Mas neste momento, o nosso objectivo é focalizar o espírito. Porquê dar primordial importância a adoração em espírito se existe mais duas facetas: alma e corpo?
Jesus não disse: Importa que os verdadeiros adoradores adorem em espírito, alma, corpo e em verdade, não! Ele apenas disse em espírito e em verdade, porque sabia que o espírito é a base, se adorarmos a Deus em espírito, nosso corpo e alma estarão certamente envolvidos na adoração de forma disciplinada. Se compreendermos o princípio do espírito na adoração, ela partirá de mentes e corpos disciplinados, orientados e sujeitos a Deus.

Ao dizer que devemos adorar em espírito, Jesus não se refere ao Espírito Santo, mas ao espírito do homem, ao nosso espírito, que habita em nosso corpo, o qual (espírito), Deus concedeu para que se comunicasse com Ele, e a adoração acontece precisamente quando o espírito toca o Espírito, Fp. 3:3. É o espírito do homem correspondendo ao Espírito de Deus. O verso 24 começa dizendo: Deus é Espírito, por esta razão quando ministramos a Deus em adoração, é essencialmente de espírito para Espírito, o nosso homem espiritual ministra ao Ser Espiritual de Deus Todo-Poderoso, isto ultrapassa a compreensão humana, mas na realidade Deus recebe o ministério do nosso espírito em Seu Espírito, é apenas se partir do nosso espírito, Deus não pode receber nada que venha da carne.

É neste momento de íntima comunhão entre o nosso espírito e o Espírito de Deus que ocorrem as manifestações do Espírito Santo, ficamos completamente envolvidos pelo Espírito Santo, hora em que ocorrem os mistérios da Glória de Deus. Temos que compreender que o Espírito Santo é a fonte das coisas santas espirituais em nossas vidas, a influência do Espírito Santo em nós leva-nos a mais pura adoração.

Portanto, antes de nos preocuparmos com as formas visíveis ou exteriores de adoração, precisamos analisar o nosso interior, que corresponde ao espírito, e comecemos por aí, levados pelo Espírito Santo á realidade da adoração.
E não paramos por aqui no que diz respeito a como adorar.

2 EM VERDADE

Há outra exigência, a adoração ordenada por Jesus não deve ser apenas em espírito mas também em verdade, em outras palavras, deve ser genuína e real, verdadeira.
É tão simples os crentes fazer parecer que estão adorando a Deus de verdade, é fácil, afinal de contas o homem igual só é capaz de ver o exterior.
O interior só Deus conhece, mas uma coisa é certa, não importa o quanto sua aparência seja de um adorador, se lá bem no fundo Deus sabe que você não o é. Não faz sentido usarmos de mentira, porque afinal de contas é o Próprio Deus que nos sonda e conhece, que recebe a nossa adoração. A
adoração é precisamente dirigida á Ele, não tem como fingir de adorar.

Deus não está procurando verdadeiros actores, que encenem perfeitamente o acto de adorar, não! Deus busca verdadeiros adoradores, reais.

No grego, a palavra “verdadeiros” é “ALETHINOS” e significa verdade no sentido de ser real, genuíno. Esta palavra também é usada para descrever a verdadeira plenitude e genuinidade de Deus. Tanto quanto Deus é verdadeiro e genuíno em todos os Seus caminhos, também os Seus adoradores o devem ser na sua adoração. Esta palavra também está relacionada com a palavra grega "alethes" que significa: aberto, manifesto. Um verdadeiro adorador é alguém que manifesta, de modo a todos poderem ver, uma vida genuína de amor a Deus. Ele é verdadeiro para Deus em todos os seus caminhos e não compromete a sua vida para satisfazer padrões religiosos.
A manifestação da adoração verdadeira e genuína não é algo que está escondida na vida de um cristão, ela manifesta-se como um estilo de vida para que o mundo possa ver que O amamos e adoramos sem vergonha. É necessário ter coragem, Deus não procura perfeição, mas sinceridade, esta é a verdade da adoração. A falsidade, a hipocrisia, a mentira não podem de jeito nenhum residir no coração do adorador. Não adianta adorar só para todos verem que estamos adorando, não adianta fazer papel de adorador, fazer de contas que…, não!
É melhor dar a Deus um minuto de adoração sincera do que 100 horas de religião, sem sinceridade.
E o que muitos de nós não sabemos é que, nossa sobrevivência espiritual depende de uma sincera adoração, em plena espiritualidade, motivação interior e honesta humildade.







sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Adorador nº 01



É curioso, o facto de a adoração na terra ser um reflexo da adoração no CÉU que é o espelho. Mas uma coisa é ainda mais curiosa: a questão da diferença. Toda a criação adora a Deus, toda. A natureza, os anjos, os céus , a terra, o homem...Tudo!

Nos perguntamos o seguinte: Se a adoração é algo permanente no Céu, algo que os anjos fazem noite e dia, os 24 anciãos o fazem sem cessar, a criação também o faz sem cessar, porque a adoração na terra que parte do homem “mexe” com Deus, porque comove tanto a Deus?
Porque acontecem coisas diferentes quando é o homem a adorar?

A perfeita adoração é precisamente a do céu, porque a nossa sendo apenas o reflexo provoca reacções da parte de Deus?

Vejamos, toda a criação existe com o propósito principal de adorar a Deus, até ai tudo certo. A natureza e tudo o mais estão em constante adoração a Deus, jamais foram privados desta graça e é assim desde a eternidade. No céu é precisamente a mesma coisa, “adoração real”, é sempre assim e Deus permanece sempre recebendo a adoração destas duas proveniências.
Mas quando surge um homem e se levanta em espírito e em verdade dizendo Santo ao Senhor ou expressando outra forma de adoração, Deus não permanece assim, como vimos atrás: DEUS SE COMOVE! O que acontece afinal de contas?



1. O homem é a criatura formada e não apenas criada (Deus não disse "haja homem", Deus formou-o)
Há um toque especial na criação do homem

2.
O homem é a coroa da criação
Há uma capacidade racional para adorar o Criador

3. O homem é a criatura imagem e semelhança do Criador
Há uma capacidade espiritual e intelectual para adorar

OS PASSOS QUE SEGUEM SÃO OS MAIS PONTUAIS

4. O homem é a criatura desviada



Houve um “deslize” desta criatura

5. O homem é a criatura recuperada
Houve um plano “B” que envolveu um “sacrifício”

6.
O homem é a criatura reconciliada
Houve a criação de uma “nova aliança”

7. O homem é a criatura comissionada



Há uma participação especial do próprio homem no projecto de “recuperação” da criatura (outro homem)



8. O homem é a criatura capaz de ser ao mesmo tempo: criatura, filho, servo e amigo do Criador.
Há mais de uma faceta que “ liga” o homem a Deus



9. O homem é a criatura esperada no céu
Há uma “expectativa no céu”, aguardando a chegada da criatura reconciliada

Cada Homem um Adorador

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Começando terra a terra: O ser humano é um nó de relação. Naturalmente o homem necessita relacionar-se. Há no âmago do ser humano uma necessidade enorme de dar e receber amor. Por mais escondida que esteja esta realidade, todos somos capazes de admitir que temos uma enorme necessidade de amar e ser amados. Surge assim uma busca, uma busca permanente de amor, o homem busca quem possa suprir a sua necessidade de amor e procura suprir as necessidades de alguém, para que seja recíproco. "Amar ainda é a única forma de realização humana".




Nesta busca o homem depara-se com grandes imperfeições, pode encontrar quem o ame e pode amar alguém, mas não encontra nunca a satisfação, alguém que supra completamente a sua carência e do mesmo jeito nunca é capaz de dar ao outro todo amor que precisa. Vai caminhando em busca da perfeição, só que porque o ser humano é mesmo imperfeito jamais encontra a essência completa que o satisfaça.


Até que durante a busca encontra-se com Deus e ao relacionar-se com Deus descobre que Ele é capaz de preencher o espaço que ninguém preencheu, consegue saciar do Seu imensurável amor e aí sim, é suprida a enorme necessidade de ser amado. Ao ser amado de tal forma o homem descobre que Deus recebe com maior agrado o amor que sempre foi insuficiente para os outros. Atinge então a plenitude, o homem recebe todo amor de que precisa e dá todo o que tem.
Por encontrar a perfeição, o amor do homem começa a atingir um nível "excessivo" que jamais poderia ser atribuído ao homem imperfeito e incapaz de dar.
É precisamente este amor “excessivo” - "acima do nível normal" que chamamos adoração: Amar a Deus mais do que todas as coisas, é este amor que impulsiona-nos a adorar.


Segundo os antropólogos, a adoração é um impulso universal posto por Deus na estrutura do nosso ser – uma necessidade intrínseca de nos ligarmos a Deus.


Bem no fundo, todo o homem reconhece a sua necessidade de Deus, e chega á uma altura que este procura a todo o custo suprir esta necessidade; só que ele busca este suprimento onde não pode encontrar, acontece que o fim dessa estrada tem que dar sempre em Deus. "Quando o homem encontra Deus, passando pela experiência do novo nascimento (conversão), aí sim “ portas abertas” para este ser transformado naquilo que é o projecto de Deus para toda a criatura: SER ADORADOR".



"Pode buscar vários motivos, mas o homem foi feito para ser exclusivamente adorador e só sentir-se-á homem na sua plenitude quando estiver inserido naquilo para o qual Deus o criou".


Uma máquina de café, por exemplo, só terá rendimento se de facto produzir café, se não o fizer, ela não deixa de ser máquina de café, mas perde a sua essência por não desempenhar o seu papel peculiar. O homem da mesma forma só terá rendimento máximo como criatura de Deus, se de facto adorar, se não o fizer, não deixa de ser homem, mas perde a sua verdadeira essência por não estar desempenhando o papel para o qual foi feito.
E este adorar que fala de essência, não é aquele que o homem busca qualquer objecto de adoração, no qual não encontra satisfação, não. Este é aquele adorar cujo alvo é Deus o criador No qual se encontra a plena satisfação.


Existe uma palavra grega adequada para o termo adorar: “PROSKUNEO”, o prefixo "pros" significa: em frente de alguém ou na direcção de alguém. E o verbo "kuneo" significa: beijar. Tem-se definido como, prostrar-se, ajoelhar-se, render-se, venerar, honrar, movimentar-se em direcção a…com intenção de beijar.

Sugerir este tipo de intimidade com Deus pode parecer extrema e pode até ofender muitos cristãos conservadores, religiosos e mornos que não têm coragem de abrir as suas mentes para uma ampla compreensão da Adoração.
Mas esta palavra grega é claramente compreendida e deve ser considerada a luz da seguinte observação:
Deus move-se primeiro em direcção a nós, o amor não começou em nós, mas em Deus, Ele é amor e nós fizemos esta descoberta. Ele movimentou-se em direcção á nós, agora esta é a nossa movimentação em direcção a Ele – A Adoração.


"É a nossa reacção (adoração) á Sua acção (amor)".
A salvação foi Deus a mover-se em direcção a nós e a adoração somos nós a movermo-nos em direcção a Deus.
A interacção dinâmica de amor entre amor de Deus e a adoração do homem é a essência do cristianismo.
É o cristão amando a Deus mais do que todas as coisas, é o cristão dando prazer á Deus. É um acto de amor recíproco que envolve intimidade, mas um porém: não tente ter intimidade com Deus sem reverência e temor. Sl. 25:14.

Há um aspecto importante a ser levado em conta ao falar-se de adoração – A RENDIÇÃO.
Quando falamos deste aspecto, vem-nos a ideia de perda, abandono a um projecto, submissão, admissão de derrota e fracasso, etc. Na adoração, não acontece assim. A rendição é a base do nosso reconhecimento ao amor, grandeza e misericórdia de Deus, é um acto de confiança e segurança Naquele que nos amou primeiro e tem as nossas vidas em Suas mãos.
Não nos rendemos a Deus por medo ou obrigação, mas por amor, a nossa motivação principal é o amor.
Render-se fala de entrega, consagração, de humildade, de reconhecimento, de obediência, de deixar Deus tomar o comando, fala de dependência de Deus.

Todo o mundo, com o tempo, se rende a algo ou a alguém. Se não for a Deus, o homem se renderá as opiniões ou expectativas de outros, ao dinheiro, ao rancor, ao medo ou ao orgulho, ao ego. Como dissemos atrás o homem foi feito para adorar a Deus, e se fracassar em adora-lO, criará outras coisas para as quais entregará a sua vida. Somos livres para fazer escolhas mas não das consequências destas escolhas e dizia o irmão Stanley Jones: “ Se você não se rende a Cristo, se rende ao caos”.




"Render-se a Deus não é a melhor maneira de viver é a única maneira de viver autenticamente, nada mais funciona, a plenitude é encontrada somente em Deus".
Bençãos mil!!!