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sábado, 13 de junho de 2009

Como Adorar?


Esta é com certeza uma das perguntas mais frequentes que se lança ao falar sobre adoração. Ao perguntarmos "como adorar?" vem-nos a mente respostas relacionadas com atitudes na adoração. Porém, existe uma base imutável, a soberana ordenança de Deus sobre como o adorador deve basicamente exercer este acto.

Façamos uma viagem ao Novo Testamento e ache João.4:1-30.

Diz-se que a reunião com a mulher Samaritana foi a conversa mais longa que Jesus teve com alguém e que vem registada nas Escrituras. O conteúdo desta conversa centra-se na salvação, usando o assunto da adoração para revelar a condição de não salva da mulher samaritana.
Ao desenrolar a conversa, a mulher conclui: "Senhor, vejo que És profeta. Nossos pais adoraram neste monte e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher pode crer-me que a hora vem, quando nem neste monte nem em Jerusalém adorareis ao Pai".

Á dado instante a mulher conclui que estava a falar com um profeta e inclui na conversa o assunto da adoração, afirmando que os samaritanos adoravam basicamente naquele local onde se encontrava, já que ouvia dos Judeus que o local de adoração era Jerusalém.

Depois desta afirmação da mulher, Jesus começa por apontar um dos principais erros que cometemos ao adorar: NÃO CONHECER O DEUS QUE DIZEMOS ADORAR. Jo.4:22. Logo após esta afirmação Jesus aponta outro erro:
A FALSA ADORAÇÃO (os falsos adoradores).
O único ponto que parecia incomodar a mulher era o lugar de Adoração, onde adorar, ela não parecia preocupar-se com a questão "Como adorar"? Acredito que muitos cristãos se auto-denominam verdadeiros adoradores pelo simples facto de estar no templo sempre presente nos dias de culto. Jesus estava querendo mostrar àquela mulher que a questão “local de adoração”não é tão importante quanto a questão”como adorar”.

"Em outras palavras, não se considere adorador só por estar dentro do Templo ou só por estar no local de adoração, estar no local de adoração não faz de ninguém adorador".
O que também significava dizer que a adoração não mais estava restringida apenas ao local habitual como: templo ou monte, mas que podia se tornar um estilo de vida, quer estivéssemos dentro ou fora do templo e do monte. Jesus chama assim a atenção da mulher para o que realmente Deus está procurando, com o que de facto Deus se preocupa:
VERDADEIROS ADORADORES, INDEPENDENTEMENTE DO LOCAL ONDE SE ENCONTRAREM OS MESMOS.
É claro que o Templo é a estrutura física onde os adoradores se reúnem para adorar, mas era necessário tirar aquela pessoas do formalismo de que só adoramos quando estivermos no Templo. E Jesus traz á tona a realidade de como devemos adorar:
"EM ESPÍRITO E EM VERDADE". Não existe outra realidade, verdadeira adoração seja onde for, como for mas em espírito e em verdade.


1
EM ESPÍRITO

Génesis.2:7 – E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou nas suas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.
Quando Deus criou o homem, utilizou o pó da terra (físico) e então deu-lhe o fôlego de vida (espírito). Somos corpo e espírito. Somos seres físicos e espirituais, portanto, a adoração abrange estas duas facetas, isto quer dizer, que a nossa adoração deve ser física e espiritual, devemos adorar física e espiritualmente. O homem tornou-se alma vivente quando houve a combinação entre o físico (pó) e o espiritual (fôlego), e surge assim outra faceta: a alma, o que fala de nossos sentimentos, vontades, intelecto, desejos, emoções, etc., o que inclui também adorarmos a Deus com a alma, com a consciência, sentimentos, etc.

Mas neste momento, o nosso objectivo é focalizar o espírito. Porquê dar primordial importância a adoração em espírito se existe mais duas facetas: alma e corpo?
Jesus não disse: Importa que os verdadeiros adoradores adorem em espírito, alma, corpo e em verdade, não! Ele apenas disse em espírito e em verdade, porque sabia que o espírito é a base, se adorarmos a Deus em espírito, nosso corpo e alma estarão certamente envolvidos na adoração de forma disciplinada. Se compreendermos o princípio do espírito na adoração, ela partirá de mentes e corpos disciplinados, orientados e sujeitos a Deus.

Ao dizer que devemos adorar em espírito, Jesus não se refere ao Espírito Santo, mas ao espírito do homem, ao nosso espírito, que habita em nosso corpo, o qual (espírito), Deus concedeu para que se comunicasse com Ele, e a adoração acontece precisamente quando o espírito toca o Espírito, Fp. 3:3. É o espírito do homem correspondendo ao Espírito de Deus. O verso 24 começa dizendo: Deus é Espírito, por esta razão quando ministramos a Deus em adoração, é essencialmente de espírito para Espírito, o nosso homem espiritual ministra ao Ser Espiritual de Deus Todo-Poderoso, isto ultrapassa a compreensão humana, mas na realidade Deus recebe o ministério do nosso espírito em Seu Espírito, é apenas se partir do nosso espírito, Deus não pode receber nada que venha da carne.

É neste momento de íntima comunhão entre o nosso espírito e o Espírito de Deus que ocorrem as manifestações do Espírito Santo, ficamos completamente envolvidos pelo Espírito Santo, hora em que ocorrem os mistérios da Glória de Deus. Temos que compreender que o Espírito Santo é a fonte das coisas santas espirituais em nossas vidas, a influência do Espírito Santo em nós leva-nos a mais pura adoração.

Portanto, antes de nos preocuparmos com as formas visíveis ou exteriores de adoração, precisamos analisar o nosso interior, que corresponde ao espírito, e comecemos por aí, levados pelo Espírito Santo á realidade da adoração.
E não paramos por aqui no que diz respeito a como adorar.

2 EM VERDADE

Há outra exigência, a adoração ordenada por Jesus não deve ser apenas em espírito mas também em verdade, em outras palavras, deve ser genuína e real, verdadeira.
É tão simples os crentes fazer parecer que estão adorando a Deus de verdade, é fácil, afinal de contas o homem igual só é capaz de ver o exterior.
O interior só Deus conhece, mas uma coisa é certa, não importa o quanto sua aparência seja de um adorador, se lá bem no fundo Deus sabe que você não o é. Não faz sentido usarmos de mentira, porque afinal de contas é o Próprio Deus que nos sonda e conhece, que recebe a nossa adoração. A
adoração é precisamente dirigida á Ele, não tem como fingir de adorar.

Deus não está procurando verdadeiros actores, que encenem perfeitamente o acto de adorar, não! Deus busca verdadeiros adoradores, reais.

No grego, a palavra “verdadeiros” é “ALETHINOS” e significa verdade no sentido de ser real, genuíno. Esta palavra também é usada para descrever a verdadeira plenitude e genuinidade de Deus. Tanto quanto Deus é verdadeiro e genuíno em todos os Seus caminhos, também os Seus adoradores o devem ser na sua adoração. Esta palavra também está relacionada com a palavra grega "alethes" que significa: aberto, manifesto. Um verdadeiro adorador é alguém que manifesta, de modo a todos poderem ver, uma vida genuína de amor a Deus. Ele é verdadeiro para Deus em todos os seus caminhos e não compromete a sua vida para satisfazer padrões religiosos.
A manifestação da adoração verdadeira e genuína não é algo que está escondida na vida de um cristão, ela manifesta-se como um estilo de vida para que o mundo possa ver que O amamos e adoramos sem vergonha. É necessário ter coragem, Deus não procura perfeição, mas sinceridade, esta é a verdade da adoração. A falsidade, a hipocrisia, a mentira não podem de jeito nenhum residir no coração do adorador. Não adianta adorar só para todos verem que estamos adorando, não adianta fazer papel de adorador, fazer de contas que…, não!
É melhor dar a Deus um minuto de adoração sincera do que 100 horas de religião, sem sinceridade.
E o que muitos de nós não sabemos é que, nossa sobrevivência espiritual depende de uma sincera adoração, em plena espiritualidade, motivação interior e honesta humildade.







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