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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Atitudes na Adoração 1


Este é um complemento do tema anterior “como adorar? ” É constante ouvirmos interrogações que referem a dúvidas acerca de quais devem ser as atitudes na adoração. Falando em atitudes, temos três facetas: atitudes relacionadas ao corpo (físico), a alma e ao espírito.

Deve ser constante em nossos cultos vermos pessoas adorando a Deus de formas diferentes cada um como lhe convém, como se sente melhor, sem contar que também existe a atitude interior que é a mais importante.

- Quem adora "melhor" e como adorar "melhor"?
- Qual a melhor maneira de adorar?
- Qual a melhor posição?
- Rir, chorar, cantar, gritar

Questões como estas podem ser enquadradas neste assunto.

Não há dúvidas que a real preocupação de Deus é com o coração de Seus filhos e não com as posições que tomam para adorar.


A adoração ao Senhor é uma questão extremamente íntima e muito pessoal, algumas pessoas expressam o seu louvor a Deus publicamente de forma muito clara, enquanto outros consideram o seu relacionamento com o Pai tão pessoal que preferem isolar-se dos que estão a sua volta naquele momento. Alguns cristãos cheios do Espírito Santo manifestam a sua adoração ao Senhor em Silêncio, numa plena demonstração de temor e contemplação, isto nos fala de liberdade na adoração. As formas de adoração variam segundo a individualidade de cada um, seja por altos clamores, brados de adoração, sentimentos de louvor ou silêncio, o que realmente importa é estar diante do Senhor com verdadeiro coração de adorador, pois na total diversidade Deus estabelece a unidade.

A nossa base para agora será o ESPÍRITO

"ESPÍRITO"

Falamos um pouco atrás sobre o adorar em Espírito, razão pela qual aqui o nosso objectivo principal é focalizar as atitudes que partem do espírito, o nosso espírito.
"O espírito toca o Espírito, e o mesmo Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus".

Primeiro, uma das questões mais importantes é a seguinte:
AQUELES QUE SE CHEGAM A DEUS DEVEM CRÊR QUE ELE EXISTE… ISTO FALA DE FÉ.

FÉ: a primeira atitude. A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus, observe: estamos falando de saber que estamos diante de Alguém que existe, é real, a presença de Deus deve ser uma realidade para nós no momento de adoração, depois fala-se de agradar á Este Alguém que sabemos existir.
O pilar para comunhão com Deus é a FÉ, porque ninguém jamais viu a Deus, mas nós cremos que Ele existe.
Não pense falar em adoração sem falar de fé, não dá certo, você precisa crer que está diante de Quem você veio adorar!

A nossa adoração é direccionada á Alguém, então eu preciso ter certeza que Ele está aí para receber minha adoração, e não basta ter certeza que Ele está aí, eu preciso vê-LO, visualizar o Trono.
Saber que Ele está aí é um assunto, o ir ao encontro d'Ele é outro assunto, por um lado eu já estou consciente que Ele está no lugar em que eu vou adorar, mas eu preciso chegar até este lugar, e de forma alguma conseguirei chegar lá sem FÉ.

Mateus.28:16-18, fala-nos que Jesus havia dito aos seus discípulos para se encontrarem com Ele num monte em particular da Galileia, depois de Ele ressuscitar, Jesus disse que Ele iria adiante deles. Os discípulos precisariam subir a montanha, o lugar onde encontrariam Jesus. Era muito mais fácil se o encontro fosse mesmo em terra, teria sido necessária menos fé, para crer que Ele estivesse mesmo na montanha! Mas Jesus escolheu a montanha. Há muitos cristãos que se querem encontrar com Jesus no vale, para sua própria conveniência, não é preciso subir, não é preciso se movimentar! Mas Jesus não está no vale, está na montanha, então precisamos caminhar com fé até o lugar da presença de Deus.

Como Igreja estamos a espera que Deus venha ter connosco, enquanto é do nosso movimento em direcção a Ele que Ele espera. Deus já moveu – Se em direcção á nós (salvação), agora nós devemos nos mover em direcção á Ele em adoração, isto exige fé.
Falemos de Pedro, que decidiu ir ao encontro de Jesus, pode parecer que ele falhou, quando olhou para as circunstâncias e começou a afundar-se, mas no fundo foi um sucesso inquestionável, afinal de contas foi o único que teve coragem de sair do barco para ir ao encontro de Jesus, era uma fé pequena, mas sem dúvida infinitamente maior do que qualquer uma dos outros que estavam no barco sentados esperando para ver o espectáculo de longe, Pedro atreveu-se a ir em direcção a Jesus.

Depois de terem chegado a montanha encontraram Jesus, tal como Ele havia prometido, e quando O viram adoraram-nO. O resultado ao se ver Jesus é a adoração, e muitos de nossos problemas têm sido levar a igreja a adorar alguém que não vêem e nem conhecem. É impossível.
Precisamos ver Deus pela fé, e isto só vai acontecer quando tivermos sede de ver Deus, quando buscarmos desesperadamente por Sua presença, então nos moveremos em direcção a Ele, e O veremos, então o adoraremos.

Quando nos movemos em direcção á Ele em adoração, Ele Se move para mais perto de nós como resposta a nossa adoração. A adoração traz Deus até á intimidade do nosso meio.

“Não basta saber que estamos diante de Alguém que existe, não basta vê-Lo, não basta ir ao encontro d`Ele, é também preciso conhecê-Lo e ter consciência que Ele nos conhece.
E isto nos leva a segunda atitude:


TRANSPARÊNCIA
Parece um pouco estranho falar de transparência quando já sabemos estar diante de Alguém que é Omnisciente e Omnipresente.

A questão aqui não é até aonde Deus nos vê porque Ele sonda os nossos corações e nos conhece melhor que nós mesmos nos conhecemos.
Estamos falando de até aonde eu me abro com e para Deus. Até que ponto eu consigo confessar o que se passa em meu coração, mente e alma.
Atrás falamos sobre adorar em verdade e aqui enquadramos o seguinte:
Sem sinceridade e realidade a adoração nunca foi adoração, ela precisa vir das profundezas. Ninguém conhece melhor do que Deus os rochedos que residem nas profundezas do nosso coração, não terá como escondermos d`Ele as nossas indiferenças.
Fingimento e hipocrisia diante de Deus não valem a pena e nem faz sentido.

É interessante como o salmista retrata esta realidade em diferentes ângulos: Salmos.139. Primeiro reconhece que Deus o conhece – v.1-5.
Depois parece sentir-se bem em saber que é conhecido por Deus – v.6, posteriormente chega a conclusão que não tem como fugir da presença de Deus – v.7-12; vem em seguida um coração agradecido por tão grande descoberta, pleno reconhecimento a Deus e humildade – v.14-18. Daí a pouco ele já tem coragem para falar sobre o que vai no coração – v. 19-22. E termina com um maravilhoso pedido – v. 23-24. Esta é uma autêntica demonstração de adoração.

Se você já tem consciência que Deus o conhece já é um passo dado, mas você precisa sentir-se bem com esta ideia, isto deve causar-lhe conforto, se sente desconforto em saber que Deus o conhece como mais ninguém, é bom reavaliar os seus conceitos até chegar ao ponto de concluir como o salmista que não tem como fugir da Presença de Deus, e agradeça por saber que se existem coisas que te causam vergonha diante dos homens, Deus que nos ama nos poupa de passarmos por esta vergonha diante dele, pois sabe todas as coisas; humilhe-se e então agradeça por saber que Ele já sabe, ganhe coragem para falar porque por mais que Ele saiba, deseja ouvir de nós mesmos – isso é que se chama relacionamento, fale sem rodeios, seja exacto e sincero, fale sem esconder ainda que for a tua revolta, e assim terás liberdade de pedir como o salmista, que Deus o sonde até tirar toda amargura, endireitar todo caminho torto e prosseguir na intimidade com Deus.

O mais certo a se fazer é com sinceridade de coração reconhecer que Ele nos conhece e por nos conhecer, para a nossa adoração ser pura precisamos nos render incondicionalmente ao Seu amor, perdão, graça e sujeitarmo-nos as transformações e mudanças que possam ocorrer durante o momento de adoração,
porque ninguém que se achegue a Deus e O adore permanece da mesma maneira.
Seja realista, destape o seu coração, deixe Deus te sondar e moldar e então… O adore com transparência.

ESPONTANEIDADE
A adoração devia ser o natural da vida do cristão, afinal de contas fomos feitos com o objectivo excepcional de adorar a Deus, mas o que se vê é que muitos e com certeza a maior parte dos cristãos desconhece o poder vitalício de uma verdadeira adoração.
As pessoas são pressionadas e empurradas para a adoração, são obrigadas a fazer algo que desconhecem.
São mecanizadas e automatizadas para adorar a Deus, deixando de ser algo natural e espontâneo.
Deus não está buscando máquinas especializadas em adoração, Ele anseia relacionamento com seres naturais e espontâneos.
Com isto há alguns pontos que devem ser observados:

1. Não tente forçar a adoração
2. Não imite a adoração
3. Não decore a adoração
4. Não adore sendo obrigado

A adoração não pode ser forçada, de jeito nenhum, as pessoas precisam estar e ser livres para adorar a Deus. Tanto a congregação como os líderes de louvor (principalmente estes) não devem forçar a adoração do povo, uma coisa é ser orientado por Deus a mandar o povo adorar outra bem diferente é levar o povo a adorar só porque acha que o culto está morno e precisa de um reforço.
Deus não precisa de reforços, Ele mesmo deve ser a Inspiração para a nossa adoração, o povo precisa ser levado pelo Espírito Santo a adorar.

A adoração não deve ser imitada. Deus deseja relacionamento com cada um de nós, desta forma Ele quer que sejamos nós mesmos. Que falemos aquilo que vai em nosso coração, aquilo que pensamos e o que Ele é para nós individualmente.
Devemos adorar a Deus com base naquilo que Ele é para nós, com base naquilo que Ele faz em nossas vidas individualmente. É aqui que aplicamos a questão que o adorador deve ter Vida com Deus, deve conhecer a Deus de forma pessoal, de formas a não se deixar levar por aquilo que os outros fazem, não faça porque o irmão faz, mas faça porque você sente fazer e tem convicção disto.

Não decore a adoração, seja espontâneo. Deus não está preocupado tão preocupado com palavras bonitas como com palavra sinceras, se formos primeiramente sinceros com certeza falaremos palavras bonitas.
A expressão
“EU TE ADORO, DEUS!” Não significa em si que eu esteja adorando. Se esta for dita com uma atitude de adoração, tudo bem. Podemos ter um Templo cheio de gente a dizer “eu Te adoro, Deus” e não existir nenhuma pitada de adoração no local. O dizer não diz nada, a atitude é bem mais importante, a realidade do coração. Eu posso estar calada, sem pronunciar uma palavra sequer e adorar a Deus de verdade.

Não imite nada nem ninguém, seja você mesmo, não adore sendo obrigado. Ninguém gosta de tomar conhecimento que determinada pessoa só foi ter com ela porque foi obrigada! Isso traz a compreensão que a pessoa não queria este encontro, mas porque alguém insistiu, pronto: Foi! Com Deus não deve ser assim! Eu tenho que ir porque quero ir, porque anseio ir, porque desejo ir, porque preciso ir. Seja expontaneo, seja vc mesmo!

LIBERDADE
Tem um pouco haver com o item anterior, mas este é bem mais profundo.
Para que haja liberdade na adoração precisamos acertar as contas, primeiro com Deus, acabar com as brechas para o inimigo, e acertarmos as contas connosco.

Para termos liberdade diante de Deus devemos conhecê-lO, nunca serei capaz de estar a vontade diante de um desconhecido, pelo menos um pouco deste alguém eu devo saber. Conhecendo, eu confio, acredito e então descanso. Outra questão para ter liberdade na adoração é ter os pecados perdoados. É difícil ter liberdade diante de alguém com o qual eu não esteja bem, com quem eu tenha alguma dívida. Você não terá liberdade se estiver carregando o peso do pecado, se esvazie primeiro e então adore ao Senhor.

Outro ponto: feche todas as brechas para o inimigo, não deve haver motivos para acusação. “Num certo dia quando os filhos de Deus se apresentaram perante o Senhor, foi também Satanás entre eles.” Jo.1:6, e em Apocalipse encontramos outra passagem: “…pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”_ Ap.12:10.

Não dê o gostinho a Satanás de o acusar, não deixe que ele o impeça de adorar a Deus, pois é uma das coisas que ele mais gosta de fazer, precisamente pelo facto de ele também querer receber adoração. Tenha a arma certa em suas mãos: A Bíblia diz Se pecarmos temos um Advogado com o Pai, a saber Jesus Cristo, o Justo; E o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado, Quem intentará acusação contra os filhos de Deus? É Deus Quem os justifica, quem nos condenará?

Uma das formas mais exactas de abalar o Diabo é uma verdadeira adoração á Deus.

Por isso, Confesse os teus pecados, seja achado irrepreensível, e adore a Deus com liberdade.
Ajuste as contas consigo mesmo. Acabe com toda a condenação que você mesmo faz a ti, não dá para ser falso consigo mesmo, a realidade das coisas você conhece, e isto pode trazer um certo peso, o que o pode impedir de adorar – Pois se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas… Se o coração não nos acusa, temos confiança diante de Deus. I Jo.3:20-21. Seja livre para adorar a Deus!

SENSIBILIDADE
É um pouco complicado falar em sensibilidade quando sabemos viver numa sociedade onde tudo e todos encontram-se pressionados pelas exigências da vida, pessoas frustradas, sem delicadeza, corações de pedra, ninguém querendo saber de ninguém, ninguém se importando com as necessidades vitais do outro, etc.

O nosso relacionamento com Deus reflecte-se no nosso relacionamento com os homens, e por sua vez o nosso relacionamento com os homens muitas vezes reflecte-se no nosso relacionamento com Deus.


A Bíblia diz: Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a Quem não vê – I Jo.4:20.
No entanto, esta falta de sensibilidade para com as coisas aqui na terra podem e têm influenciado a nossa vida com Deus. Tornamo-nos arrogantes, insensíveis, surdos, rebeldes, até mesmo para com Deus, por causa da nossa conduta humana.
Em nosso relacionamento com Deus isto não pode existir!
A adoração é comunhão, e não pode haver comunhão sem sensibilidade.
Na adoração somos tocados, transformados, moldados, mas para que isto aconteça é preciso haver sensibilidade, precisamos estar sensíveis ao toque de Deus, a voz de Deus, a orientação de Deus. As pedras devem ser removidas, a dureza de coração também, o coração de pedra deve desaparecer.
O Espírito Santo dá-nos esta sensibilidade, Ele trabalha em nós de formas que durante a adoração (e não só) estejamos sensíveis a Deus.
Deixe que Deus o toque através da tua sensibilidade, e deixe que a tua sensibilidade toque a Deus.

HUMILDADE
Um dos pontos mais importantes ao falarmos da atitude diante de Deus em adoração.
Sabemos bem, que assim como a todos outros pecados, Deus condena a soberba - Um pecado perigosíssimo. Deus diz: “A minha glória, pois, a outrem não darei” – Is.42:8, “Deus resiste aos soberbos porém dá graça aos humildes” – Tg.4:6, “elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei…” – Ez. 28:17.

Não precisamos continuar apontando passagens, estas são suficientes para nos trazer a realidade de que soberba não funciona, pior quando se fala em adoração.
Normalmente, as pessoas fazem má interpretação da seguinte passagem: “ Tendo, pois, irmãos ousadia (intrepidez) para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,” Talvez você diga: A própria Bíblia diz que agora temos ousadia, intrepidez! Esta expressão: “ousadia” traz-nos a mente a ideia de ânimo, destemor, atrevimento, determinação, bravura, o que nos leva a seguir uma linha que vai dar ao orgulho, um sentimento de igualdade, potencia e resistência.

Preste atenção: O véu do templo se rasgou, abriu-se a passagem pelo novo e vivo Caminho, que é Jesus, o Grande Sacerdote que nos libertou e nos reconciliou com Deus para uma nova vida de adoração. Nós fomos libertos, do pecado, das culpas, das cargas, e fomos justificados, razão pela qual agora temos intrepidez, até aqui tudo certo, de facto temos intrepidez. Mas perceba:
A Bíblia diz que temos intrepidez (ousadia), "PARA ENTRAR E NÃO PARA ESTAR." Quer dizer: No Santo dos Santos, entra-se com ousadia e se permanece com HUMILDADE.

Humildade é o acto de reconhecimento da nossa insuficiência, é sujeição, submissão, rendição, e um acto de verdadeira adoração requer humildade. Tiago diz: Humilhai-vos na presença do Senhor e Ele vos exaltará – Tg.4:10; Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus – Mt.5:3
Diante de Deus, na presença do Senhor só se permanece com coração humilde, com atitude humilde e com humildade de espírito. O reino dos céus pertence aos humildes de espírito. Se o adorador deseja habitar nos tabernáculos do Senhor, é exigência primordial que seja humilde, para que os céus o possam acolher.
O salmista pergunta: Quem subirá no monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma a vaidade…

Deixe o Espírito Santo inspirar em ti a perfeita humildade para adorar a Deus!

Bençãos Mil!!


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